Oposição questiona e prefeitura explica contratação de alojamentos | 2M Notícias

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Oposição questiona e prefeitura explica contratação de alojamentos

Oposição questiona e prefeitura explica contratação de alojamentos

Na última semana, quando as chuvas continuaram incessantes e muitas famílias da Vila Olaria tiveram que ser removidas para suas casas, a alternativa foi a Casa de Cultura, já utilizada pelo poder público como abrigo em outras situações. Porém, com a insistência da chuva, esse prédio apresentou problemas de infiltração e as famílias tiveram que ser removidas para outro local.

A Prefeitura precisou, então disponibilizar outros locai para abrigar as famílias. Assim, ela optou por uma igreja na Rua Imbuí, uma igreja na rua Dona Otília e mais dois alojamentos no centro da cidade

A decisão, porém, acabou sendo contestada por um vereador da oposição, Irani Teixeira (PCdoB). O motivo é que os alojamentos contratados são de propriedade da companheira do Secretário Municipal da Fazenda, Sérgio Selau. As pessoas estão alojadas no local desde o dia 16 de julho e o gasto diário aos cofres públicos é de R$1,8 mil. “Aí o governo diz que não tem dinheiro e paga R$ 1800 em alojamento, com espaços livres, como o Ginásio Municipal”. “Para pagar R$ 1800 por dia não tem crise. Aí o governo pode pagar”, completou a vereadora Rosane Lipert (PT).

Em nota publicada no site, a Prefeitura se defendeu dizendo que as pessoas desabrigadas, em um primeiro momento foram transferidas para um prédio público, que acabou apresentando problemas e obrigando a administração municipal a rapidamente procurar outro lugar.

“O ginásio era uma opção, mas fica distante quatro quilômetros da Olaria. Logo, quando as aulas retornassem, a prefeitura teria de se preocupar com transporte escolar. Muitas famílias também vivem da reciclagem e a zona norte, muito distante, prejudicaria esse trabalho. Nas escolas também não seria possível, pois as aulas retornam agora e logo teria de se pensar noutra opção e uma terceira mudança, já que não é possível de se prever quando o rio voltará ao seu nível normal e, essas famílias, para casa”, diz a nota.

A Prefeitura afirma que procurou proprietários de alojamentos no centro da cidade e que optou por dois espaços que já estavam montados, organizados e apropriados para a remoção imediata das famílias que estavam debaixo d’água na Casa de Cultura e das demais que precisavam ser retiradas da Olaria naquele mesmo dia e nos próximos com a subida constante do rio. “A opção do governo foi pelos orçamentos mais baratos de diária (R$19,80), pelos locais mais próximos da casa das famílias, pelo melhor conforto e pela maior dignidade possível que pudesse ser devolvida a essas famílias naquele momento. Além disso, os alojamentos contratados não cobram de menores de 3 anos e fazem a cobrança por diária, quando os outros pediam contratação por, no mínimo, um mês”, continua a nota.

Como o município está em situação de emergência, a contratação foi feita por dispensa de licitação, permitida por esse tipo de decreto. “A prefeitura reforça, ainda, que a proprietária é divorciada e está com a documentação da empresa em dia, inclusive o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio, com impostos recolhidos e alvará para atividade de alojamento em vigência”.

A nota divulgada pela Prefeitura segue ressaltando que o governo municipal está totalmente amparado pela lei e tranquilo em relação a sua decisão. “Tanto que o processo é público e transparente e foi publicado em todos os seus detalhes no Diário Oficial do Município, cujas informações estão disponíveis na internet para qualquer cidadão observar”.

A nota termina dizendo que qualquer um que se sentir prejudicado com a decisão do governo pode procurar o protocolo geral da prefeitura e exigir as informações através da Lei de Acesso á Informação ou acionar o Ministério Público, “onde a prefeitura poderá apresentar toda a documentação e defender, com toda tranquilidade, sua decisão”.