O vagalume e a cobra | 2M Notícias

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O vagalume e a cobra

O vagalume e a cobra

Era uma vez uma cobra que perseguia um vagalume, que nada mais fazia do que simplesmente brilhar.  Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.  Fugiu um dia, dois dias, mais outro e nada. No quarto dia, já sem forças, o vagalume parou e disse à cobra: – Posso fazer-lhe três perguntas?
– Pode. Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar, pode perguntar. Falou a cobra já indignada com o rumo da conversa.
– Pertenço à sua cadeia alimentar? Indagou o vagalume.
– Não. Respondeu a cobra.
– Te fiz alguma coisa? Voltou a perguntar o vagalume.
– Não. Voltou a responder a cobra.
– Então, por que você quer me comer? Falou o vagalume.
E a cobra respondeu: – Porque eu NÃO suporto ver você BRILHAR!

Esta parábola nos convida a uma importante conclusão: A inveja mata!

Convida-nos também a uma reflexão: Por que somos “todos” pouco ou muito invejosos?

No cerne da inveja estão a nossa insegurança e a baixa autoestima. Como nos sentimos fracos ou não merecedores do que o outro tem ou conquistou, a “solução” é invejar, denegrir e “matar” o status do outro. E não devemos nos envergonhar por tais pensamentos e sentimentos… todos nós temos um pouco (ou muito!) deles. O importante é não catastrofisar, nos achando maus ou inferiores. Mesmo que de forma sutil, às vezes bate uma pontinha (ou não tão pequena!) inveja da “sorte” alheia. Mas, como sorte não existe ou é, pelo menos, um conceito polêmico, é bem provável que as conquistas alheias tenha sido por merecimento. Se é importante para nós, também podermos merecer e obter tais conquistas: – “Basta que trabalhemos para isso!”.

Desta forma, os pensamentos ou sentimentos que não nos ajudam a prosperar (e a inveja só prospera “gastrites e enxaquecas”), devem ser aproveitados para nos analisarmos, nos entendermos e podermos, a partir daí, controlar, corrigir e – evoluir.

Não importa tanto o pensamento e o sentimento que temos, importa, sim, o que fazemos com eles! Que atitude eu posso ter para obter o que eu gosto e/ou preciso, sem precisar invejar (tanto!)?