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Morador de Cachoeirinha conquista medalha de ouro na maior competição profissionalizante do mundo

Morador de Cachoeirinha conquista medalha de ouro na maior competição profissionalizante do mundo

por Caroline Weigel

No último final de semana, Victor Bernardo, de 21 anos, conquistou a medalha de ouro em Tecnologia da Mídia Impressa na maior competição profissionalizante do mundo, a WorldSkills.

O jovem morou até os 16 anos em Morungava, quando decidiu fazer o curso do Senai em Porto Alegre, na Fiergs, e para facilitar o transporte ele se mudou para a casa da madrinha, em Cachoeirinha, onde cursou também o 3º ano do Ensino Médio na Escola Polivalente Presidente Kennedy.

Victor Bernardo, de 21 anos, conquistou a medalha de ouro em Tecnologia da Mídia Impressa na maior competição profissionalizante do mundo, a WorldSkills. Ele passou por diversas etapas, a das escolas, a estadual e a nacional até chegar a Internacional, quando competiu com 11 pessoas de outros países e conquistou a medalha de ouro

Victor Bernardo, de 21 anos, conquistou a medalha de ouro em Tecnologia da Mídia Impressa na maior competição profissionalizante do mundo, a WorldSkills. Ele passou por diversas etapas, a das escolas, a estadual e a nacional até chegar a Internacional, quando competiu com 11 pessoas de outros países e conquistou a medalha de ouro

Enquanto fazia o curso de impressão offset, Victor ficou sabendo das Olimpíadas do Conhecimento, que o Senai promove de dois em dois anos, sempre antes da competição internacional. Se destacando nas aulas, ele e mais 3 alunos foram escolhidos para a etapa escolar, em 2013, o primeiro passo para chegar até a WorldSkills.

Victor venceu essa etapa e passou adiante, na etapa estadual, ficando também em primeiro lugar. Em 2014, ele participou das Olimpíadas do Conhecimento a nível nacional, em Minas Gerais, onde empatou com mais dois competidores. Após o desempate, se tornou o vencedor e representando brasileiro na categoria Print Media Technology, ou Tecnologia da Mídia Impressa.

Treinamento intenso

Durante dois anos, Victor ficou em treinamento, se capacitando para ser o melhor nesta área. Esse ano, em março, ele foi para Curitiba junto com seu Expert – professor do Senai que só lida com competidor e também é avaliador no Campeonato -, Douglas Moura, pois apenas o Senai de lá possuía o equipamento que seria utilizado no Mundial.

Victor foi recepcionado pela família com muita festa no aeroporto, quando retornou para o Rio Grande do Sul nesta semana, após a conquista da medalha de ouro

Victor foi recepcionado pela família com muita festa no aeroporto, quando retornou para o Rio Grande do Sul nesta semana, após a conquista da medalha de ouro

“Praticamente moramos lá. Eu ficava durante as semanas lá em treinamento e de vez em quando vinha para cá ver minha família. Também fui para a Finlândia e para a Alemanha, onde fiz vários cursos, além de muitos outros treinamentos e aprendizado em outras cidades do Brasil”, conta Victor.

Ele destaca que como o Brasil não prioriza a educação, a competição acaba não se tornando muito conhecida pelas pessoas, mas é a maior de todas do mundo no quesito profissionalizante.

Victor tinha feito o curso de impressão offset, mas na WorldSkills a categoria dele englobava também impressão digital. “Na competição é mais amplo, então tive que fazer cursos nessa área também”, explica.

Foram quatro dias de prova, que envolveram processo gráfico, impressão, conferência das imagens, gerenciamento de cores, impressão digital, entre outros quesitos. “Os critérios de avaliação nesta categoria são bem objetivos, eles observam tamanho, qualidade, ajuste, entre outras coisas”, completa.

Após ganhar a medalha de ouro, concorrendo com outros 11 participantes de diversos países, como China, que ficou em segundo lugar, e França, em terceiro lugar, Victor voltou para o Rio Grande do Sul com a sensação de dever cumprido. “Dentro do nosso país conheci muitos estados, fiz muitos cursos também, muita cultura, foi muito bacana”, conclui.

WorldSkills

A competição Internacional existe desde 1950, foi lançada na Espanha, ocorre de dois em dois anos e tem como principais objetivos promover o intercâmbio entre jovens profissionais de várias regiões do mundo, promover a troca de habilidades, experiências e inovações tecnológicas e despertar o espírito esportivo nos profissionais.

O Brasil participou pela primeira vez em 1983, através do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Esta foi a primeira vez que a América Latina sediou a competição, em São Paulo. Alunos do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) também participam.

Em 2015, o país ficou no topo do quadro de medalhas, conquistando ao todo 11 medalhas de ouro, 10 de prata e seis de bronze, além de 18 certificados de excelência, concedidos a competidores com alta pontuação.