Hotel Alano: um local para se sentir em casa | 2M Notícias

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Hotel Alano: um local para se sentir em casa

Hotel Alano: um local para se sentir em casa

por Caroline Weigel

Duas professoras de matemática, sem nenhuma experiência no ramo de hotelaria, decidiram arriscar, mesmo com vários comentários contrários, e acabaram construindo um dos mais belos empreendimentos de Cachoeirinha: o Hotel Alano.

Antônio Alano comprou o prédio para investir e o colocou na mão de suas duas filhas, Rosane e Eliane Alano. O proprietário anterior tinha a intenção de construir um hotel e sugeriu que elas continuassem essa ideia.

Mesmo com muitas pessoas dizendo que Cachoeirinha não tinha como comportar um hotel, elas conversaram e decidiram que seria um bom investimento. Isso foi em 2010, e o prédio tinha já construído cinco andares, mas sem nenhum acabamento, só os tijolos.

“Começamos sem saber nada de hotelaria. Fomos a um evento em São Paulo para conhecer um pouco e visitamos dois a três hotéis para ver como éramos atendidas e como era o trabalho. A única pessoa que chegou aqui e sabia era a nossa então camareira – hoje governanta – Eliane Alonso”, explica Rosane.

Aos poucos, todos foram aprendendo, e o Hotel Alano inaugurou no dia 28 de março de 2012. Nos primeiros seis meses, as irmãs contam que foi difícil, pois precisavam atender os hóspedes, divulgar o hotel e também aprender na prática o trabalho de hotelaria. “Mas nunca pensamos em desistir. Sempre que uma ficava cansada, tinha a outra para apoiar”, conta Rosane.

Sentir-se em casa

“Nós decidimos fazer a recepção de uma forma como nós gostaríamos de ser atendidas em um hotel. Tem muitos hotéis que ninguém fala contigo. Aqui nós nos preocupamos com o hóspede e tentamos tornar esse espaço um lar”, acrescenta Eliane.

Um dos hóspedes já completou dois anos no local. Quando nasceu o neto dele, as proprietárias se preocuparam em deixar uma mensagem em cima da cama, junto com um charuto, parabenizando o vovô. Quando algum hóspede está de aniversário, lá está um post-it com um recadinho para que elas levem algum presente.

Todo esse cuidado é o que diferencia o Hotel Alano de outros locais. “Sempre tem uma de nós duas aqui, controlando tudo o que está acontecendo, consertando os pequenos problemas do dia-a-dia – às vezes cai a internet, às vezes é o telefone – e ainda acolhendo os hóspedes, conversando com eles, para que eles se sintam em casa”, completa Rosane.

Melhorias

Aos poucos, o Hotel também vai fazendo melhorias conforme a solicitação dos hóspedes. Antes, o que era uma sala não muito usada agora é uma sala fitness. Também foi construído um espaço com churrasqueira e o Hotel fornece talheres, pratos, o que precisar, o hóspede só precisa trazer a carne. “Muitos se reúnem ali, conversam, socializam. Os hóspedes já são amigos, então essa área de lazer é muito bem aproveitada”, destaca Eliane.

As luzes de cabeceira também foram trocadas, e as amarelas foram substituídas pelas brancas. Depois de solicitarem, os quartos tem também Sky. “O nosso café da manhã é no 7º andar, então como temos duas lojas vazias aqui ao lado, queremos abrir o café no térreo, ao lado do hotel, e futuramente também receber o público de Cachoeirinha”, projeta Rosana.

Agora, nos próximos trinta dias, o espaço será ampliado, para a inauguração de mais 12 apartamentos. “Vimos a necessidade de abrir novos espaços, já que alguns dias estávamos ficando lotados, então expandimos essa área”, destaca Rosana.

Atualmente, 80% dos hóspedes são de outros estados que vem para o Distrito Industrial de Cachoeirinha para trabalhar. O espaço comporta, por enquanto, 125 pessoas para hospedar, divididos em 50 apartamentos simples, duplos e triplos. O Hotel Alano também tem uma Sala de Convenções para 100 pessoas e uma Sala de Reuniões para cerca de 20 pessoas. Trabalham, ao todo, 14 funcionários.

A equipe de camareiras: Bárbara Santos, Lourdes Ferreira, Eliane Alonso, Eliane de Oliveira Silva e Juliana Fonseca. (Dijair Brilhantes/CC)

A equipe de camareiras: Bárbara Santos, Lourdes Ferreira, Eliane Alonso, Eliane de Oliveira Silva e Juliana Fonseca. (Dijair Brilhantes/CC)

Crescimento da cidade

As irmãs destacam que não há turismo em Cachoeirinha. “Vários times ficaram aqui quando vinham jogar com o Cerâmica, de Gravataí, mas não sei se com a conclusão da Arena do Cruzeiro vai mudar muito o turismo local”, questiona Rosane.

O que elas sugerem é uma revitalização na Avenida Flores da Cunha, para dar mais embelezamento à cidade. “As calçadas estão ruins, não há nenhum tipo de beleza na avenida principal. Acho que o município poderia investir nisso”, completa Eliane.