Dia de paralisações e insegurança | 2M Notícias

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Dia de paralisações e insegurança

Dia de paralisações e insegurança

A população gaúcha viveu ontem, 3, um dia de insegurança. A ameaça de que a Brigada Militar iria paralisar o serviço por conta do parcelamento do pagamento dos salários levou muitos a ficarem com medo de ir trabalhar ou sair de casa.

Na noite de domingo, 2, o Comando Geral da Brigada Militar informou que a presença de policiais militares estava garantida em todo o Estado. As viaturas só sairiam as que estivessem com a situação regularizada.

“No entanto, está sendo respeitado o que foi decidido em assembleias das entidades de classe da categoria, e os brigadianos estão saindo nos casos de urgência ou emergência”, dizia a nota da Brigada Militar.

Segundo o Comando, praticamente em todas as unidades há manifestações pacíficas. Esclarece também que não foi registrado nenhum caso de indisciplina nos quartéis da corporação.

Em entrevista, Isaac Ortiz, presidente do sindicato dos agentes da polícia civil declarou: “Há horas denunciamos aumento da criminalidade e brutalidade. Agora, juntou a questão do salário e paramos mesmo”.

“Falta de respeito”

Rafael Teixeira, investigador da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, destacou que houve falta de respeito do Governo do Estado desde o primeiro dia de mandato.  “Primeiro ocorreram cortes na gasolina e nas horas extras, agora só ficamos sabendo quanto iriamos receber na hora de fazer o saque, retirando um extrato no banco”, disse.

Ele salientou também que nos últimos anos a categoria teve uma reposição salarial, o que foi um ganho, mas que agora se optou por cortes importantes até mesmo nas questões de estrutura. “Temos munições e coletes vencidos. Atualmente a segurança não está entre os itens de votação da consulta popular, a população não pode pedir que se invista em segurança”, completou.

Rafael ressaltou que a população de Cachoeirinha está sendo prejudicada e vai continuar sendo. “Impossível exigir que um colega vá ao local de um crime de homicídio, por exemplo, se ele não recebe hora extra para sair de casa fora do horário de expediente”, citou.

O investigador disse ainda que em 2014 foram realizadas 41 prisões e que neste ano apenas 14. “Não vamos chegar nunca a esse mesmo número. Merecemos mais respeito por parte do governador, estudamos, todos temos um curso superior e passamos em um concurso”, finalizou.