Coluna: Para se Distrair | 2M Notícias

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Coluna: Para se Distrair

Coluna: Para se Distrair

Razão e coração

Duas comédias românticas. Uma mais comédia e a outra mais romântica. Mas as duas sobre as dificuldades e os medos de iniciar uma relação e de mantê-la. Nesses dias chuvosos vale a pena se ajeitar embaixo do cobertor e curtir esses filmes.

 

Eu te amo Beth Cooper

Eu te amo Beth Cooper

Título Original: I love you, Beth Cooper

Gênero: Comédia/ Romance

Duração: 1h25

Dirigido por Chris Columbus

 

Quem nunca gostou de alguém na adolescência e teve vergonha de contar? Ficou pensando como seria se tivesse contado, o famoso “e se…?”? Denis Cooverman (Paul Rust) não queria deixar tudo na imaginação, desde a quinta série era apaixonado por Beth Cooper (Hayden Panettiere). No início eles lembram a música do Renato Russo, Eduardo e Mônica, pois são completamente opostos. Ela é a garota mais popular da escola, ele o nerd tímido, ela vive rodeada de pessoas, ele tem só um melhor amigo, ela gosta de se arrumar, ele veste a primeira roupa que vê no roupeiro. Mas eles acabam descobrindo que tudo não passa de estereótipos e que eles são muito mais do que aparentam ser. A história começa na formatura do colegial. Por ser o mais brilhante aluno da turma, Dênis é escolhido como o orador. Ele tinha um discurso pronto, mas por influência do seu amigo Rich Munst (Jack Carpenter) resolveu mudar tudo e dizer que ama a colega Beth Cooper, com a qual nunca conversou. Ele fala várias outras verdades que certamente a turma toda queria falar, mas não tinha coragem. Só que tudo tem consequências e ao sair da colação de grau, Denis começa a enfrentá-los. Tendo problemas principalmente com o namorado de Beth, Kevin (Shawn Roberts). Mas algo inesperado para Denis é que Beth aceita ir a casa dele para uma confraternização de formatura. Nesse momento que a longa noite dos dois e de seus amigos começa. O filme não tem nenhuma inovação de recorte de câmera, ou fotografia. Mas vale o destaque para o diretor Chris Columbus – sim fãs de Harry Potter, o mesmo diretor de a Pedra Filosofal e a Câmara Secreta – que fez seu trabalho muito bem feito, o que aumentou a qualidade do filme. Outro destaque é para Christophe Beck responsável pela trilha sonora do filme, é simplesmente perfeita, as músicas casaram muito bem com cada momento. A maioria é de punk rock ou hard rock, como The Hives e Airbourne, mas também tem a Gym Class Heroes que é uma banda de rap, ou seja, os estilos foram bem variados, com bandas conhecidas e pensadas para cada momento do longa. Um ponto interessante é que, mesmo o enredo parecendo típico de Hollywood, o filme é canadense. Os dois protagonistas convencem como casal, são do tipo que tu torce para ficarem juntos no final. E o ator Jack Carpenter, que interpreta Rich melhor amigo do Denis, ficou de-ma-is no papel. Ele já havia atuado em um filme de comédia romântica – Ela e os Caras, de 2007 – mas sua atuação não teve tanta repercussão quanto no longa canadense. Enfim, o filme tem muitos pontos interessantes e vale a pena, arranca boas e altas risadas.

 

Amor a Distância

Amor a Distancia

Título Original: Going The Distance

Gênero: Comédia/ Romance

Duração: 1h42

Dirigido por Nanette Burstein

 

Um filme romântico que tem como protagonistas os talentosos Drew Barrymore e Justin Long, o que o torna melhor ainda. Ele conta a história de Erin (Drew Barrymore) e Garrett (Justin Long). Eles se conheceram por acaso em uma saída nas noites de Nova Iorque, o amor por um jogo fez com que começassem a conversar. Achei interessante a forma como o romance começou, usando algo “nerd” para juntar o futuro casal, foi um toque delicado e deu personalidade a ambos os personagens. Eles viveram um romance de seis semanas em Nova York com a premissa de que não queriam compromisso algum. Afinal, Erin estava fazendo apenas um estagio em jornalismo em um dos jornais locais. Quando acabasse o contrato ela teria que voltar para São Francisco. E Garrett tinha acabado de levar um pé na bunda por não se comprometer com o relacionamento. Só que as coisas não saem como eles planejaram, eles acabam se vendo cada dia mais e cada dia querem mais estar juntos. O que me fez lembrar de novo da música Eduardo e Mônica: “E os dois se encontravam todo dia e a vontade crescia como tinha de ser”. Então quando chegou a hora dela voltar para São Francisco, veio a vontade de continuar se vendo, de não terminar a relação dentro do carro na porta do aeroporto. Não teve a cena clichê dele procurando por ela gritando no saguão – ponto pro enredo – ele entrou e logo a viu e puderam conversar. Decidiram tentar o tão temido namoro a distancia. E por mais que os amigos dele, e a irmã dela, não dessem a menor força para o relacionamento continuar, a coisa foi rolando. O difícil vai ser conseguir manter acesa a chama da paixão diante de tantas mensagens de texto, recados sensuais e telefonemas até altas madrugadas. Ter que administrar a falta física do outro nos momentos que tudo que tu quer é um abraço porque o dia foi cansativo ou problemático. A forma como eles encaram a relação, como buscam melhorar para o outro, as dificuldades são o ponto forte do filme. Entre as curiosidades, a participação da banda alternativa The Boxer Rebellion como trilha sonora e parte integrante da história é a principal. Algumas referências a bandas e jogos dos anos 80 e 90 chamam a atenção e o leve sarro que Erin faz do filme Transformers arranca risadas. O longa demorou quase um ano para ser gravado, começou a ser filmado em julho de 2009 e as filmagens terminaram em setembro de 2010. Mesmo se passando em dois lugares diferentes, as gravações foram somente em Nova Iorque. A trilha sonora é muito boa, o filme valeria a pena se fosse apenas para ouvi-las. Ele músicas do The Cure, The Pretenders e também a famosa “Take My Breaht Away” (Top Gun) cantada pelo Berlin e ainda “The Time of My Life”, aquela de Dirty Dancing, eternizada nas vozes de Bill Medley & Jennifer Warnes. Ele é muito mais um filme de romance do que de comédia, mas conquista.