Coluna: Leio Sim! | 2M Notícias

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Coluna: Leio Sim!

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Lições

“O verdadeiro amor nunca se desgasta. (…) Quanto mais se dá mais se tem. (…) Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção. (…) Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos. (…) Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

 

O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

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Eu lembro que um dos primeiros livros que eu li foi Pollyana e depois Pollyana moça. Logo em seguida conheci o mundo de Harry Potter, e a partir daí não parei mais de ler. Mas, mesmo conhecendo as frases clássicas como “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, eu nunca havia lido O Pequeno Príncipe. Nesse mês, a Geração Editorial lançou uma edição lindíssima, de capa dura, ilustrada, ainda contendo a biografia do autor, com um preço bem acessível. Não pensei duas vezes e comprei o livro. Realmente, valeu a pena. Existe um cuidado com essa edição, que enche os olhos. Para quem não leu O Pequeno Príncipe, a história é contada por um piloto de avião que acaba caindo em uma ilha deserta e lá conhece um menino que diz ter vindo de outro planeta. No desenrolar do livro, os dois vão dialogando e o pequeno príncipe conta histórias de suas aventuras, e em cada uma delas há uma lição muito bonita. A leitura é válida para crianças, mas quem leu na infância, deveria pegar novamente o livro e ler, para entender a parte filosófica e entender a profundidade das frases apresentadas. Eu adorei a leitura, adorei a edição e a parte da biografia do autor é muito bonita também. Recomendo!

 

Nós, David Nicholls

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Certa noite, Douglas Petersen, um bioquímico de 54 anos apaixonado pela profissão, por organização e limpeza, é acordado por Connie, sua esposa há 25 anos, e ela lhe diz que quer o divórcio. O momento não poderia ser pior. Com o objetivo de estimular os talentos artísticos do filho, Albie, que acabou de entrar para a faculdade de fotografia, Connie planejou uma viagem de um mês pela Europa, uma chance de conhecerem em família as grandes obras de arte do continente. Ela imagina se não seria o caso de desistirem da viagem. Douglas, porém, está secretamente convencido de que as férias vão reacender o romance no casamento e, quem sabe, também fortalecer os laços entre ele e o filho. Com uma narrativa que intercala a odisseia da família pela Europa — das ruas de Amsterdã aos famosos museus de Paris, dos cafés de Veneza às praias da Barcelona — com flashbacks que revelam como Douglas e Connie se conheceram, se apaixonaram, superaram as dificuldades e, enfim, iniciaram a queda rumo ao fim do casamento, Nós é, acima de tudo, uma irresistível reflexão sobre a meia-idade, a criação dos filhos e sobre como sanar os danos que o tempo provoca nos relacionamentos. Sensível e divertido, com a sagacidade e a inteligência dos outros livros do autor, o romance analisa a intrincada relação entre razão e emoção.

 

Só quando sentiu intensamente que um dia desapareceria é que pôde entender exatamente o quanto a vida era infinitamente valiosa. E quanto maior e mais clara era uma face da moeda, tanto maior e mais clara se tornava a outra.

Jostein Gaarder, em O Mundo de Sofia