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Chuvas ainda trazem problemas para moradores de Cachoeirinha

Chuvas ainda trazem problemas para moradores de Cachoeirinha

por Dijair Brilhantes

Mesmo com as melhorias na infraestrutura para evitar alagamentos na cidade, alguns bairros de Cachoeirinha ainda sofrem com alagamentos. Meu Rincão, Olaria e Vila Cachoeirinha são os bairros com situação de maior vulnerabilidade com as fortes chuvas.

As fortes chuvas iniciadas na madrugada de segunda-feira deixaram os moradores do Bairro Olaria em alerta. Ribeirinhos do Rio Gravataí, já estão acostumados com a triste rotina de perder os móveis, roupas, calçados e outros bens a cada inverno. “Moro na Olaria há dez anos, há três anos aqui, e este lado enche muito, estamos preocupados, porque se continuar chovendo assim, amanhã (hoje) a água já estará entrando em casa”, falou Patrícia Martins da Silva, moradora da Olaria.

A Defesa Civil está monitorando o aumento do nível do Rio Gravataí. Ontem pela manhã as aguas estavam 3,76 metros acima do nível considerado normal, à tarde o nível subiu para 4,8. “Estamos monitorando, desde o início das chuvas, pois sabemos que a Olaria tem esse problema, caso seja necessário iremos remover as famílias para um local seguro”, explicou Fernando Kern, coordenador da Defesa Civil. Segundo Fernando, em casos de enchente, cerca de 25 famílias, das 147 que atualmente moram no bairro, costumam ser removidas.

IPTU caro, estrutura mínima

Mesmo com todos os históricos problemas enfrentados pelos moradores do Bairro Olaria, o imposto predial e territorial urbano (IPTU), é relevantemente alto para a estrutura que o poder público oferece as residentes da região. “Meu IPTU deste ano aumentou de forma absurda, veio R$ 600, e olha a estrutura que temos, se continuar chovendo teremos que sair de casa só usando barco, ele só querem o dinheiro do povo”, lamenta Luiz Beni, morador de uma das partes mais elevadas do Bairro. “Eles só lembram de vir aqui na hora de pedir votos, daí enche de candidatos”. No terreno onde mora Luiz, é possível ver o barco utilizado por ele nos momentos de enchente no Bairro Olaria. O morador diz que se for preciso recorrerá a justiça para não pagar os R$ 600 de IPTU. “Vou entrar na Justiça se for preciso, mas não vou pagar esse absurdo”, conclui.

Problema amenizado

Na Rua Papa João XXIII, uma das mais movimentadas da cidade, local de constantes problemas de enchente em anos anteriores, a situação ainda persiste, mas em menor quantidade. “Tivemos problemas na Papa João XXIII, mas conseguimos contornar, as obras que irão acabar com os problemas na região devem estar concluídos em 15 dias”, falou Ibaru Barbosa, secretário de obras do município.

Ibaru ressalta que as obras do conduto forçado estão 100% concluídas e que isto seria um dos fatores principais para que os alagamentos tenham sido amenizados. “A obras do conduto forçado estão totalmente concluídas, ainda faltam conduzir algumas bacias para o conduto, isso deve fazer com que as ruas não tenham mais alagamentos, uma das soluções é terminar com a bacia da Lídio Batista, isso vai desafogar a Tabajara e a Tapajós, por exemplo”, explicou Ibaru.

Meu Rincão e Rua Quatro

O Bairro Meu Rincão, o mais distante bairro da região central da cidade, foi castigado pelas fortes chuvas. Na tarde de ontem, moradores residentes na Rua Pinheiro estavam totalmente em baixo d’água. Ilhados, para saírem de casa somente com a ajuda de barcos ou tratores. A Rua Quatro, bem mais próxima da região central passou por pequenos alagamentos, moradores também tiveram dificuldades de locomoção, a lama também é um agravante na região.

Vila Cachoeirinha     

Os problemas de alagamento da Rua Papa João XXII eram de conhecimento de todos, já que é antigo, “novidade” para a secretaria de obras é a enchente que tomou conta da Rua João Dias. Com os bueiros obstruídos, as fortes chuvas acabaram alagando a rua quase que em sua totalidade. Moradores tiveram que tirar a água que invadia as casa usando vassouras. “É complicado, falta uma manutenção dos bueiros, eles estão entupidos com lixo e terra, tem meio cano ali para passar a água”, reclamou Lourival Duarte.

Lourdes, esposa de Lourival, diz que faz mais de dois anos que os bueiros foram limpos pela prefeitura, e que um vizinho descartou caliças de obras na calçada, o que ajudou a obstruir o bueiro. “A prefeitura não limpa a mais de dois anos, um vizinho joga caliças na calçada, tudo ajuda a piorar”, falou Lourdes. O secretário de Obras Ibaru Barbosa, se comprometeu a mandar uma equipe para avaliar os problemas da Rua João Dias. Já o Bairro Olaria e Rua Quatro são problemas considerados sem solução imediata pela secretária “Infelizmente no Bairro Olaria e a Rua Quatro não podemos resolver nada de imediato, são casas construídas em locais irregulares. As demais obras estão em andamento, até o final deste ano o problema estará resolvido”, completou o titular da pasta.

Chuvas

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até à tarde de ontem, choveu 89 milímetros em Campo Bom, 65 milímetros em Rio Pardo, 61 milímetros em São Gabriel e 59 milímetros em Teutônia. Na Região Metropolitana, o acumulado de chuva era de 42  milímetros, que corresponde a 35% do esperado do mês.

Previsão do tempo

Hoje, a instabilidade segue atuando no Rio Grande do Sul. A chuva deve parar somente na fronteira com o Uruguai. As temperaturas ficam mais baixas, com sensação de frio. Na quarta-feira, 15, a entrada de uma massa de origem polar faz os termômetros caírem ainda mais, com risco para geada em algumas áreas. A chuva ainda persiste na divisa com Santa Catarina, Serra e capital, podendo acontecer novos temporais.