Choveu, Cachoeirinha encheu | 2M Notícias

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Choveu, Cachoeirinha encheu

Choveu, Cachoeirinha encheu

por Dijair Brilhantes

Basta chover para Cachoeirinha se tornar um caos. Não foi diferente na noite da última quarta-feira, 4. Moradores de diversos bairros tiveram ruas e casas alagadas. A moradora da Vila Márcia, Juliane Leonor, diz sofrer com as chuvas, segundo ela a casa alaga com qualquer chuva. “Qualquer chuvinha minha casa alaga, ontem (quarta-feira), alagou da Anita Garibaldi até a faixa”, conta à moradora.

Roberta Vidal caminhava pelas ruas do centro da cidade no momento das chuvas e diz ter tido dificuldades para fazer a travessia da Avenida Frederico Augusto Ritter. “Tive que atravessar a rua por dentro d’água, não tinha alternativa”, diz Roberta, moradora do Bairro Jardim do Bosque.

Esquina das Avenidas Augusto Frederico Ritter com a Avenida General Flores da Cunha ficou tomada pela águas da chuva. Pedestre diz ter tido que atravessar por dentro d’água

Esquina das Avenidas Augusto Frederico Ritter com a Avenida General Flores da Cunha ficou tomada pela águas da chuva. Pedestre diz ter tido que atravessar por dentro d’água

Na Vila City ainda é pior    

Os moradores da Vila City relatam que os problemas de alagamentos no bairro estão insuportáveis, não importando a quantidade de chuvas. Marri Oliveira, moradora da Avenida Francisco Brochado da Rocha, diz que quando chove ela tem dificuldades para entrar em casa. “Quando chove ou eu fico presa em casa sem conseguir sair nem para trabalhar ou não consigo entrar”, lamenta Marri. “Os canos da nossa rua são dos antigos, são pequenos, não dão conta do escoamento da água”, complementa a técnica de enfermagem.

A frente da residência de Marri Oliveira, no bairro Nova City ficou totalmente inundada. Moradora diz ter dificuldades para entrar e sair de casa nos dias de chuva

A frente da residência de Marri Oliveira, no bairro Nova City ficou totalmente inundada. Moradora diz ter dificuldades para entrar e sair de casa nos dias de chuva

Problema histórico

Alguns bairros do município sofrem há décadas com problemas de enchentes. Com a conclusão das obras do conduto forçado o problema deveria estar saneado, mas as ruas continuam alagando e a população continua sofrendo nos dias de chuva.

Segundo o secretário de infraestrutura do município Ibaru Barbosa, os alagamentos em nada têm a ver com o conduto forçado. “Os problemas ali na Brochado não tem ligação nenhuma com falhas no duto, ali começamos as obras para a troca dos canos, vamos colocar uns maiores para poder fazer a ligação no duto, o que vai terminar com o problema”, garante o secretário, que não deu prazo para a conclusão da obra.

Sobre os alagamentos na Flores da Cunha, o secretário diz que foi com sua equipe em um dos locais inundados e ele mesmo desobstruiu um dos bueiros. “Eu desobstruí o bueiro e levou três minutos para não ter mais água na avenida, é impressionante a quantidade de sujeira que tinha, até um compensado eu encontrei”, explica o secretário.

Secretário diz que alagamentos na Flores da Cunha se deram devido a quantidade de lixo em na entrada dos bueiros, e que após a desobstrução a água escoou em menos de 5 minutos

Secretário diz que alagamentos na Flores da Cunha se deram devido a quantidade de lixo em na entrada dos bueiros, e que após a desobstrução a água escoou em menos de 5 minutos

O conduto

O conduto forçado é um sistema integrado por mais de dois quilômetros de galerias pluviais que medem 2,5 metros de altura por 2,5 metros de largura. Ele se estende desde a Avenida Flores da Cunha (esquina do Bradesco, na parada 51) até as margens do Rio Gravataí, no final da Rua João Pessoa.

O sistema é integrado através do PVs, que são poços de ligação e também de monitoramento do Conduto, pois permitem o ingresso na rede de galerias. Totalmente conectado, operando por gravidade, toda a água da chuva deve ingressar no sistema nos bairros percorridos para chegar até o rio por pressão.