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Caixa tem atendimento suspenso por causa de greve dos vigilantes

Caixa tem atendimento suspenso por causa de greve dos vigilantes

por Dijair Brilhantes

Começou nesta segunda-feira, 09, a greve dos vigilantes de bancos e do comércio no Rio Grande do Sul. Na manhã de ontem a equipe de reportagem do jornal Correio de Cachoeirinha percorreu algumas agências bancárias e comércios do centro da cidade. O município pouco foi afetado pela greve, comércio, agência dos Correios e da Previdência Social funcionaram normalmente. Ao contrário do que ocorreu na capital, não houve manifestações de trabalhadores em frente a algumas agências bancárias da cidade.

A Caixa Econômica Federal do centro de Cachoeirinha foi a única que teve o atendimento suspenso. “Eu precisava fazer um depósito, e não consegui, nas greves sempre quem sai prejudicado é o povo”, disse a comerciária Ana Cannes, após ter seu acesso negado na agência da caixa.

Conforme relatou um funcionário, para que o atendimento da agência fosse normalizado, era preciso que pelo menos mais um vigilante voltasse ao trabalho, para atender ao número mínimo exigido de seguranças.

Bancos privados

Conforme um vigilante de uma agência bancaria privada, ele e os colegas ainda aguardavam algum representante do sindicato para saber que atitude deveriam tomar. “Ninguém do sindicato veio até aqui para nos orientar no que devemos fazer”, disse o vigilante. “Ainda não sabemos como proceder, apenas que estamos em estado de greve até a próxima quarta-feira, dia da assembleia”, conclui.

O vigilante Raul Costa, de uma agência bancária estatal, diz que o sindicato foi até o banco para saber qual seria a opção dos vigilantes do local. “Nos deixaram bem à vontade para fazer a opção por paralisar ou não. Como aqui a equipe é bem unida, fomos pela vontade da maioria, e resolvemos não aderir”, explica Raul.

O que reivindica a categoria

A categoria reivindica 12% de reajuste salarial, mas as empresas querem conceder 7%. A diretora do Sindivigilantes, diz que o sindicato já baixou a proposta e espera a adesão massiva da categoria. “Quem estiver disposto a fazer a paralização que venha, pois o movimento é legítimo”, diz a diretora.

No Estado, são 60 mil vigilantes que atuam em pelo menos 300 cidades gaúchas. A assembleia da categoria está marcada para a próxima quarta-feira, e deve decidir o rumo que o sindicato e os trabalhadores darão para a greve.