Cachoeirinha teve um dia 15 normal | 2M Notícias

Edições Online

Capa Gravataí Capa Cachoeirinha Capa Sto Antonio

Cachoeirinha teve um dia 15 normal

Cachoeirinha teve um dia 15 normal

Dijair Brilhantes

Ao contrário do que ocorreu na capital e em algumas cidades do estado, Cachoeirinha teve uma quarta-feira normal, sem paralisações. Na avenida Flores da Cunha, principal via da cidade, o intenso movimento ocorreu normalmente. Bancos e a agência dos correios funcionaram normalmente.

As principais escolas estaduais da cidade, Cadop, Rodrigues Alves, Presidente Kennedy (Polivalente) e Mascarenhas funcionaram normalmente, não houve falta de funcionários nem professores.

As agências bancárias tiveram seu atendimento normal, não afetando os clientes. Adriano Oliveira, morador de Cachoeirinha, disse ter tido problemas devido ao congestionamento em sua ida à Porto Alegre. “Fui obrigado a desmarcar minha fisioterapia por causa da ‘tranqueira’ ocasionada nos protestos na ponte do Guaíba, não conseguiria chegar no horário”, lamenta Adriano.  “Os ônibus não estavam chegando para ‘puxar’ seus horários, fiquei quase meia hora esperando o Morada do Vale”, completa.

Outra moradora, Liegue Brum, diz ter tido um dia normal. “Aqui em casa ninguém foi afetado, minha filha foi de ônibus para o trabalho, os outros filhos para escola, tudo normalmente”, disse Liegue.

Transtornos na capital

Em Porto Alegre, parte dos rodoviários e os metroviários da Trensurb começaram o Dia Nacional da Paralisação, com as atividades suspensas em protesto contra o Projeto de Lei 4330/04. Os bancários, professores da rede estadual e serviços de saúde também aderiram ao movimento ao longo do dia.

Os ônibus da empresa Carris, empresa pública de transporte da capital, não saíram da garagem. Cobradores e motoristas ligados à CUT-RS organizaram piquetes, de forma pacífica. Apenas 11 coletivos da companhia que estavam guardados em outra garagem entraram em circulação.

Para evitar maiores transtornos, a Metroplan reforçou o número de coletivos que fazem as linhas metropolitanas. As empresas Central (Novo Hamburgo e São Leopoldo), Real (Sapucaia do Sul e Esteio) e Vicasa (Canoas) reforçaram a frota nos terminais Conceição e Mauá.

Também foi liberado para que os passageiros pudessem andar em pé nos veículos executivos em 50% da lotação sentada.  As empresas Soul, Transcal e Sogil, que circulam no corredor Assis Brasil, também reforçaram a circulação do transporte.

O porquê da paralização

O Projeto de Lei 4330/2004 prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade de determinada empresa, sem estabelecer limites ao tipo de serviço que pode ser alvo de terceirização. Atualmente, a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que rege a terceirização no Brasil, proíbe a contratação para atividades-fim das empresas, mas não define o que pode ser considerado fim ou meio.

A proposta divide opiniões entre empresários, centrais sindicais e trabalhadores. Entre as queixas mais recorrentes daqueles que trabalham como terceirizados estão a falta de pagamento de direitos trabalhistas e os casos de empresas que fecham antes de quitar débitos com trabalhadores. O projeto em discussão propõe que, em relação ao empregado terceirizado, a responsabilidade da empresa contratante seja, em regra, subsidiária. Ou seja, a empresa que contrata o serviço é acionada na Justiça do Trabalho somente quando a contratada não cumpre as obrigações trabalhistas e após ter respondido, previamente, na Justiça.