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Cachoeirinha | Abrigo a imigrantes venezuelanos chega ao fim no próximo dia 31

Cachoeirinha | Abrigo a imigrantes venezuelanos chega ao fim no próximo dia 31

Iniciado em setembro, convênio entre governo federal e município tem prazo estipulado de seis meses. Atualmente, nove pessoas ainda moram no local. | Foto: Rodrigo Cassol

No próximo dia 31 de março, chegará ao fim o convênio firmado entre o governo federal e a prefeitura de Cachoeirinha para o funcionamento do abrigo destinado aos imigrantes venezuelanos, no processo chamado de interiorização. De acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Cidadania e Habitação, Valdir Mattos, dos 80 venezuelanos que chegaram ao local em setembro do ano passado, nove ainda permanecem no abrigo. Destes, “um ou dois” ainda estão sem emprego, informou Mattos na última sexta-feira. “Nosso convênio foi firmado pelo prazo de seis meses. Nesse período, abrigamos e demos condições dignas de vida a 80 venezuelanos”, disse. Na data, o convênio também chegará ao fim com os municípios de Canoas e Esteio.

A cidade de Cachoeirinha recebia mensalmente o valor de R$ 400 para cada imigrante instalado no município – o que representava, com todos os imigrantes no abrigo, o valor de R$ 32 mil. Além do auxílio financeiro, as Forças Armadas brasileiras eram responsáveis por enviar comida aos imigrantes – que também recebiam doações de alimentos de entidades filantrópicas. Questionado sobre o fim da parceria, o Ministério do Desenvolvimento Social disse, através de nota, que “os venezuelanos serão absorvidos pela rede municipal de assistência”. Já o secretário lembrou que todos os nove moradores do abrigo “já estão de sobreaviso” e que “alguns já estão procurando um novo local de moradia”.

Sobre os venezuelanos que já deixaram o abrigo, Mattos contou que, atualmente, eles ocupam funções não apenas em Cachoeirinha, mas também em cidades da região Metropolitana e do interior. “Somos um município acolhedor e solidário. Conhecemos a situação desses refugiados de perto e, em nenhum momento, a cidade deixou faltar alimentos e roupas, além dos empregos que foram oferecidos”, destacou. Atualmente, há venezuelanos saídos do município que estão trabalhando em supermercados (Cachoeirinha e Porto Alegre), mecânica (Gravataí), frigorífico (Marau) e metalúrgica (Passo Fundo), entre outras ocupações.

Fugindo da crise humanitária de seu país, os venezuelanos têm entrado no Brasil através do Estado de Roraima. Em Cachoeirinha, eles foram acolhidos entre os dias 25 e 27 de setembro do ano passado. O abrigo disponibilizado pela prefeitura fica na Rua Ruy Barbosa, no bairro Vila Santo Ângelo. De acordo com números da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, mais de cinco mil venezuelanos já foram distribuídos entre 50 cidades de 17 estados brasileiros. Somente no Rio Grande do Sul, o número de imigrantes acolhidos chega a 918.

Parceria com a ONU em negociação

De acordo com o secretário Mattos, a agência da ONU para refugiados, que também participa do processo de interiorização, procurou o município para que o abrigo continuasse aberto e, por consequência, recebesse mais venezuelanos. “Devido à situação do município, que não tem condições de manter o abrigo, pedimos a chegada de mais recursos, para que a gente possa contratar monitores”, informou o secretário, que revelou que negociações entre a agência e o município estão ocorrendo. Segundo ele, nos últimos meses a prefeitura teve de ceder servidores para trabalhar no local. “Foi uma verdadeira força-tarefa”, lembrou.

 




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