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As chuvas foram embora, os estragos ficaram

As chuvas foram embora, os estragos ficaram

Os dois dias sem chuvas em Cachoeirinha não foram suficientes para que a cidade voltasse ao normal. Mesmo sem chuvas parte da cidade segue alagada. Não apenas bairros com problemas históricos como Olaria e Meu Rincão, mas também o Bairro Santo Ângelo, no início da cidade.

As ruas Santo Ângelo e Santa Mônica estão intransitáveis, as águas que deveriam escoar pelos bueiros estão fazendo o efeito contrário, moradores relatam que durante as chuvas foi possível ver água saído dos bueiros. “Moro aqui há 50 anos, poucas vezes vi um alagamento deste tamanho, meu pátio está alagado, ainda bem que minha casa é alta”, disse Alvinda dos Santos, moradora do número 154 da Rua Santo Ângelo.

No outro lado da rua, uma empresa que presta serviços de contabilidade está com dificuldades para receber os clientes devido ao acúmulo de águas. “Trabalhamos aqui desde o início de 2014, mas nunca tínhamos visto a rua ficar assim, está dificultando a vinda de nossos clientes até o escritório”, lamenta Gabriela Marcondes, auxiliar de departamento de pessoal.

Fato não é incomum

Ao contrário do que disse Alvinda, Artedonio Silveira diz ser comum os alagamentos na região. “Todas as vezes que chove e o rio enche ocorre isso, eu moro aqui há 50 anos, e já me acostumei com isso” falou Silveira. “Prejudica meu direito de transitar, de ir e vir”, complementa.

Artedonio Silveira mora há 40 anos no Bairro Santo Ângelo, segundo ele essas cheias são comuns em dias de fortes chuvas. Morador reclama da falta de administração do poder público municipal

Artedonio Silveira mora há 40 anos no Bairro Santo Ângelo, segundo ele essas cheias são comuns em dias de fortes chuvas. Morador reclama da falta de administração do poder público municipal

Nelson da Silva diz que fazia algum tempo que não ocorriam estes alagamentos no bairro. E queixa-se da falta de administração do município. “Falta administração, se fosse bem gerenciado estes problemas não ocorriam”, queixou-se Nelson. Segundo o morador os problemas da Rua Santo Ângelo estão nos bueiros, colocaram várias bocas de lobo e com canos muito finos, por isso eles não dão conta. “Quiseram colocar na frente da minha casa eu não deixei, falei para os funcionários da prefeitura que se eles colocassem eu iria tapar, há uma bacia no meio da rua, com os canos finos, vai alagar sempre”, disse Nelson, morador do bairro há 40 anos.

Prejuízo

Proprietária de um bar na Rua Santa Monica, no Bairro Santo Ângelo, Valmira de Almeida, lamenta os prejuízos financeiros que o alagamento da rua está lhe causando. “Estou há três dias sem vender nada, com o bar fechado, pois está impossível de alguém vir até aqui, o dinheiro para repor as coisas está acabando e em breve tenho que pagar contas de água e luz, mas como farei isso sem trabalhar”?, questiona. Ela mora com mais duas amigas na casa ao lado do Bar. “Minha amiga vende salgados na rua, nesses três dias não pode vender nada, não conseguiu sair de casa”, falou Valmira.

Proprietária de um estabelecimento comercial na Rua Santa Monica, Valmira de Almeida, lamenta os prejuízos que os alagamentos causaram. Segundo ela o bar esta fechado há três dias

Proprietária de um estabelecimento comercial na Rua Santa Monica, Valmira de Almeida, lamenta os prejuízos que os alagamentos causaram. Segundo ela o bar esta fechado há três dias

Problema solucionado

Conforme o secretário de obras Ibaru Barbosa, o problema ocorreu devido à rede que é ligada ao rio não ter dado conta do grande volume de chuva. “Temos uma rede ligada ao rio que serve para evacuar toda água da região, mas como esta rede não deu conta devido ao alto volume de chuva a água do rio acabou entrando no bairro”, esclarece Ibaru. Segundo o secretário o problema foi solucionado na tarde de ontem e hoje pela manhã não haveria mais água acumulada nas ruas do Santo Ângelo. “Encontramos o local onde esta água estava entrando, lacramos para que esta água não retorne para dentro da cidade”, complementou o secretário de obras municipal.

Ponte    

A ponte sobre o Rio Gravataí, principal acesso a Cachoeirinha, segue interditada. Segundo a Guarda Municipal de Cachoeirinha, a água dos rios segue subindo. Estipula-se que nas últimas 24 horas cerca de dois centímetros a mais de água deve ter tomado conta da pista.

O acesso a cidade segue sendo feito pela Avenida Papa João XVIII.