Ano letivo segue conturbado | 2M Notícias

Edições Online

Capa Gravataí Capa Cachoeirinha Capa Sto Antonio

Ano letivo segue conturbado

Ano letivo segue conturbado

O ano letivo segue conturbado em Cachoeirinha, após terem o recesso de inverno alterado devido ao surto de meningite que ocasionou três óbitos na cidade e assustou os moradores, agora chegou a vez de algumas escolas estaduais trabalharem em turno reduzido. A medida é a forma que os professores encontraram para protestar contra a política do governo do estado em parcelar os salários do funcionalismo público. “Acatamos uma decisão sindical, não gostaríamos de ter que fazer isso no retorno, mas hoje lutamos para poder receber nosso salário”, lamentou Anes Meyer, diretor da Escola Técnica Marechal Mascarenhas de Moraes. Grande parte das escolas estaduais no município estão tendo aulas até o horário do intervalo.

Alunos prejudicados

Os pais veem os alunos como os maiores prejudicados com a medida, pois são os filhos que acabam pagando a conta e perdendo o bom aprendizado. “Prejudica os alunos, pela perca de aulas, imagina quando chegar na semana das provas?”, questiona Rosangela Dumer.

Mãe de Daniela Ferrari, Elisangela Ferrari acha que em breve os alunos terão problemas e entende que a culpa é da administração pública federal. “O problema não é aqui, o problema é lá em Brasília”, falou Elisangela.

Os pais, mesmo sentindo que os filhos ficam prejudicados com a redução da carga horária diária, entendem a atitude da categoria. “Eu fiquei espantado quando soube que isso ocorreria, mas a gente não pode discordar da atitude, eles estão lutando pelo que é deles”, falou Fábio Franco.

Transporte

Gilberto da Silva é motorista de uma van escolar há 15 anos, e diz que a redução dos horários de aula prejudicaram muito o transporte das vans. “Fica muito mais corrido para nós que temos que ir buscar os alunos em diferentes escolas, cada instituição de ensino tem um horário, uma escola saí às 10 horas da manhã, a outra 10h30min, por exemplo. Para não deixar o aluno esperando eu levo em casa e volto para buscar os outros”, explica Gilberto.

O motorista acredita que haverá uma paralisação total dos professores em breve. “Infelizmente vai haver greve, não há vontade política de resolver os problemas e a população acaba pagando”, falou Gilberto.

Compensação     

Conforme o Diretor Anes Meyer, os alunos não serão prejudicados com o conteúdo, pois as aulas serão compensadas. “As aulas serão compensadas, não há possibilidade disso não ocorrer, pois está na lei que o ano letivo tem que ter 200 dias de aula e 800 horas”, disse Meyer.

Quanto à compensação das férias prolongadas, o diretor disse que há uma solicitação à Coordenadoria de Educação para que 30% das aulas perdidas sejam compensadas à distância. “Como as férias foram prolongadas devido a um surto de meningite, existe a possibilidade de que 30% das aulas sejam à distância”, concluiu o diretor.

 

FOTOS: Dijair Brilhantes