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A falta de uma cadeira de rodas dificulta a vida de morador do Bairro Cohab

A falta de uma cadeira de rodas dificulta a vida de morador do Bairro Cohab

por Dijair Brilhantes

Imagina você ter que três vezes por semana acordar mais cedo para levar seu filho que não caminha nas sessões de fisioterapia. Pense que essa mesma mãe precisa levar o filho para a escola empurrando uma cadeira de rodas nas esburacadas ruas do bairro onde vive.  Difícil né? Imagina então com a cadeira de rodas quebrada. Essa passou a ser a rotina de Gislaine Durgante, moradora do Bairro Cohab.

Todos os dias, Gislaine precisa levar o filho Dyeisson, 20 anos, estudante do ensino médio, à Escola Mascarenhas de Moraes, na Vila City.

Há alguns meses o trabalho passou a ficar mais difícil, a cadeira usada desde os 14 anos já está quase sem condições de uso. “A cadeira está quebrada, faz seis anos que usamos ela, agora estamos precisando de outra”, falou Gislaine.

Dyeisson tem distrofia muscular, uma doença genética descoberta quando tinha seis anos de idade, desde lá, o jovem precisa fazer longas sessões de fisioterapia. “Tenho que fazer fisioterapia para não diminuir o músculo, e também por causa da respiração”, disse Dyeisson.

Necessidade

Devido à necessidade, Gislaine procurou a assistente social do município, para assim tentar adquirir uma nova cadeira através de uma doação. Segundo ela, a assistente disse que o Estado normalmente faz estas doações, mas que isso levaria em torno de quatro meses. “Ela (a assistente social) me disse que o estado consegue, mas que pode levar até quatro meses, eu não posso esperar tanto tempo, ele precisa ir na fisioterapia e na escola”, lamenta a mãe.

Gislaine disse que há cerca de três anos havia um micro-ônibus que o estado fornecia para transportar Dyeisson, até à escola e sessões de fisioterapia, mas que isso foi retirado. “O estado mandava uma um micro-ônibus adaptado para cadeirantes, eles levavam ele para a escola na fisioterapia e no médico quando precisava, mas depois que saiu a Vicasa a prefeitura tirou”, lamenta Gislaine.  Nos dias chuvosos e de muito frio, fica praticamente impossível o jovem sair de casa.

Apelo                                                                             

A mãe de Dyeisson faz um apelo. “Ele precisa de uma cadeira, não é um luxo, não precisa ser a melhor cadeira, ela pode ser bem simples, mas tem que ser com apoio para ele por a cabeça”, pediu a mãe. A família vive com um salário mínimo, benefício do governo, já que a mãe não tem condições de trabalhar, pois precisa dar um atendimento especial ao filho.

Segundo Gislaine, a cadeira que hoje mesmo quebrada ainda é utilizada, foi doada por um empresário da cidade na época. A cadeira custou cerca de R$ 1.000.